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Eis aqui alguns problemas da raça pug. É de extrema
importância identificá-los, conhecê-los profundamente e
mais; reconhecer que em todos eles só há duas opções: ou
eles foram ocasionados acidentalmente e portanto são casos
isolados ou são defeitos genéticos.
Assim, todos nós criadores devemos trabalhar em conjunto
para exterminarmos estes últimos já que todos, sem exceção,
trabalhamos as mesmas linhas de sangue se olharmos cada um
dos pedigrees de nossos cães.
PALATO ABERTO
É uma fissura devido ao não fechamento dos ossos. Há
fatores ambientais e genéticos que estão envolvidos.
Por exemplo, descartada a possibilidade de herança genética;
o uso excessivo de esteróides ou níveis anormais de vitamina
A ou severo estresse que a fêmea possa ter passado durante a
gestação podem levar os neonatos portarem este defeito.
LUXAÇÃO DE PATELA
Ter luxação de patela ou deslocamento da rótula (joelho)
pode ser herança genética ou adquirida através de um
acidente. Há uma pequena movimentação do osso frontal do
joelho que está em sua cavidade preso por ligamentos.
As condições genéticas seriam: sulco raso, ligamentos fracos
e ou alinhamento impróprio dos tendões e músculos. Esta é
uma condição indesejável devido a genes recessivos.
DISPLASIA COXOFEMURAL
O que é uma displasia coxofemural? É uma degeneração na
articulação coxofemural; ou seja, uma má inserção da cabeça
do fêmur no acetábulo (cintura pélvica; bacia). Quando não
há este encaixe perfeito, há movimentos excessivos deste
osso provocando danos. Isto frequentemente aparece por volta
dos quatro a sete meses de vida do animal, e provoca dores
de moderadas a intensas, principalmente quando ele está em
pisos escorregadios. A prevenção é feita fazendo
radiografias nos pais para que se possa determinar o grau da
degeneração e assim selecionar os acasalamentos.
NECROSE DA CABEÇA DO FÊMUR
É mais comum até que a própria displasia citada acima.
Embora sintomaticamente idêntica a displasia, em verdade
ocorre uma deterioração da cabeça do fêmur que fica com a
aparência de um queijo suíço. As possibilidades mais
discutidas são: trauma , bacteriana na corrente sanguínea
daquela região ocasionando por assim dizer um sofrimento das
células que deixam de receber oxigênio e ocasionando a morte
dessas células; doenças endócrinas ou deficiências
nutricionais ou ainda a própria displasia coxofemural
congênita.
ENCEFALITE DO PUG
Esta doença difere das outras encefalites conhecidas em
outros cães. Por isso há esta denominação: Encefalite dos
pugs. Embora esta doença tenha como causa, agentes
infecciosos, nenhum deles ainda foram claramente
identificados.
Os sinais clínicos são: incoordenação, tremores, convulsões,
perda de consciência, alteração de comportamento, andar em
círculos e até alterações oftalmológicas.
Nada há de definitivo na causa da doença e um diagnóstico
mais preciso só é possível após autópsia e exame
microscópico do sistema nervoso.
Alguns estudos realizados sugerem que vírus como o
Herpesvírus Canino tipo I e o vírus da Cinomose teriam papel
inicial importante e seriam desencadeadores da enfermidade.
ATROFIA PROGRESSIVA DA RETINA
É uma doença que afeta as células da retina causando a
cegueira do cão. É um processo lento de degeneração da
retina e por isso é pouca observada a evolução da doença
pelos proprietários. A enfermidade é acometida
independentemente da raça. No entanto estudos realizados já
concluíram que algumas raças são mais acometidas pela doença
que outras.
É de fundo genético, transmitido por genes recessivos.
Contudo há de se considerar fatores que podem também
ocasionar a atrofia progressiva da retina como, trauma,
infecção ou deficiência de vitaminas.
ENTRÓPIO
É uma inversão do bordo palpebral tanto inferior como
superior.
Pode ser genético ou adquirido.
No entrópio os cílios ficam permanentemente em contato com a
córnea provocando danos na mesma. Cirurgia corretiva é o
recomendado.
SARNA DEMODÉCICA OU DEMODICIDOSE
Constitui-se em dermatose primária, causada por
proliferação de ácaros (parasitas) denominados demodex
canis, decorrente de quadro herdado por imunossupressão
celular, e que pode atingir qualquer raça indistintamente.
Mas é considerada também uma doença de múltiplos fatores
onde fatores genéticos, de origem cutânea, imunológicos,
ambientais, bacteriológicos e pasitológicos interferem em
distintas proporções.
Ocorre principalmente em cães jovens e não é transmissível
entre os animais, afora no período neonatal, e também não é
contagiosa para o homem
Maria Augusta
Canil Amambaí |